Na última matéria, quando consideramos aspectos da arte de fazer a Arte, foi citado este grande Artista Albrecht Dürer, alemão, que para muitos era considerado o Artista mais bem informado e culto da época em seu País, e na Europa, no contexto da renascença setentrional. Durante sua vida (1471 – 1528) pode compartilhar e fazer parte, do século, para nós artistas, o mais importante da história da humanidade.
Sim, era um jovem extremamente talentoso, e (para não fugir à regra geral) pouco reconhecido em sua região, mas altamente cotado em toda a Europa, conquanto viajava muito, principalmente para Itália onde teve oportunidades imensas de relacionamentos culturais que o valeram a imagem de homem culto para sua época.
Dürer está para seu tempo, como o precursor da Arte para o burguês, dando oportunidades ao povo de desfrutarem de sua arte, principalmente as xilogravuras e aquarelas.
Nesta ocasião, os alemães ainda insistiam em considerar a arte uma atividade de artesão, o que obviamente incomodava muito este intelectual artista, que pode através de suas magníficas obras, em óleo, aquarela, xilogravura, e em seu tratado das proporções publicado em 1528, após longos estudos com a classe italiana, sobre as relações da teoria científica e arte.
Dürer, como não podia ser diferente, era uma pessoa, que além de culta, acumulava as qualidades de amante da vida, muito sensível, grande pensador, algo introvertido e muito dedicado aos seus projetos. Costumava-se considerar que, com propriedade e segurança, agia sempre num grau de urgente impetuosidade, e sempre fazendo de sua arte um perfeito substituto para a felicidade.
Suas aquarelas, de especial beleza, mostram-nos o perfeccionismo acadêmico, peculiar a um gênio, de tal sorte que para muitos é difícil saber se é uma foto ou um quadro (isto para hoje, por vez que em seu tempo não dispunha de equipamentos fotográficos...)
Suas obras sempre tiveram grande peso de sensibilidade e expressão do interior, da alma do Artista, conseguindo transmitir ao espectador toda a beleza, sensibilidade e realismo de seu tema.
Não foi diferente ao produzir o auto-retrato : Albrecht Dürer, o velho, de 1497, uma obra até que não muito grande, (50 x 40 cm) em que em suas feições retrata o próprio pai, por amor e respeito.
Sua origem é de uma família de ourives húngaros que vieram a estabelecer-se em 1455 na cidade de Nürenberg.
Para nós, que hoje podemos apreciar suas obras, e que através delas nos aproximamos da história de um gênio e sua época, é uma grande oportunidade, e uma herança inigualável para o estudo daquelas pinceladas precisas e preciosas.
Albrecht Dürer deixou para nossos tempos, como disse, óleos, aquarelas e xilos, mas cabe destacar as preciosas aquarelas, como o coelho, em Albertina, Viena, onde a perfeição das pinceladas extrapolam a qualquer comentário; assim como a vista sobre o Val d’Arco que se encontra no Louvre, Paris, ou ainda a asa colorida, um detalhe que também se encontra em Albertina, Viena, que mesmo sendo uma obra de sua fase mais jovem, também retrata a leveza e qualidade artísticas que era peculiar à sua inteligência e sensibilidade humana.
Definir Dürer é o mesmo que reconhecer a renascença setentrional. Mas diante de seus trabalhos e tratado da perspectiva, ouso lembrar e sugerir o seguinte pensamento: o desenho é entre outras formas de comunicação, a expressão pura da alma em seu sentimento supremo, na ansiedade de viver em comunhão com seus semelhantes.
Estas palavras com que finalizo esta matéria, propõe levar-nos à reflexão sobre toda a realidade de Dürer, e da Arte.