O Mundo da Arte
W.L. Berner / Orientador de Artes

Geralmente quando se fala de Arte, em específico, pensa-se imediatamente nas artes plásticas, e depois nas demais artes, música, literatura, artes cênicas...

Mas em verdade, Arte é muito mais abrangente, pois como se normalmente define: arte é a habilidade de fazer com as mão, com criatividade e domínio da técnica proposta. Isto se assemelha ao artesanato, por vez que assim o podemos definir. E porque não? Pois é, Arte é essencialmente tudo o que a pessoa faz com criatividade e domínio da técnica proposta. Isto mesmo, com consciência do “ato de fazer”.

Não obstante que a prática e a constância do fazer é fundamental, pois “lapida” o Artista na sua criatividade.

A criatividade, no entanto é fundamentalmente a base de uma Arte bem resolvida (como normalmente dizemos), e nada mais penoso é estar diante de uma tela branca (ou um papel de pautas para música ou escritas...), e não saber por onde começar... Por semelhante modo, nada mais emocionante, excitante, (de tirar o sono) quando se tem uma idéia bem elaborada e agora se está diante da “tela branca”, num êxtase completo que mal dá para parar de trabalhar.

As duas emoções são uma constante no mundo da Arte, e não raras as vezes enfrentamos o desafio da tela branca ( o principal pavor da arte), mas como grande surpresa, somos tomados de nossos “instintos artísticos” (traduz-se: despertar da criatividade, a inspiração livre) e a obra flui como uma bela cascata de águas cristalinas.

Esta sensação é para o Artista a certeza de que começou certo e vai terminar certo..., é a sensação de estar criando algo por força inspiradora do Criador, que nos faz instrumento da criatividade.

Surpreendente são neste sentido, alguns pensamentos de Mestres do passado como, aproveitando um gancho na nossa matéria da semana passada, disse o nosso venerável Mestre Leonardo da Vinci: “A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza, em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação”. Em outras palavras: O artista é antes de tudo um “contemplador criativo”.

Outro pensamento que norteia muito meu trabalho, e que já tive oportunidade de citar em outras matérias, vem de Gui de Maupassant: “O Artista tem a liberdade de exagerar, de criar um mundo mais belo, mais simples, mais consolador do que o nosso”. Não é incrível ter esta liberdade ao dispor da criatividade, principalmente se esta vier abastecida de emoção, sentimento, liberdade e muito amor (amor ao tema, a vida, a autoconfiança)?

Auguste Rodin dizia: “O Artista é o Confidente da Natureza”. E, a grande professora de nossos tempos, Fayga Ostrover, diz: “O homem é um ser criativo naturalmente, espontaneamente, e não excepcionalmente”

Sim, o Mundo das Artes é a síntese do sentimento e da criatividade “explodida”, externada, pelo seu(sua) autor(a), respeitados os limites da liberdade de cada ser humano.

A sinceridade artística transcende ao nosso controle racional, e portanto revelam a verdadeira expressão pura da alma.

Assim sendo, cabe a nós, protagonistas da Arte, alimentar nossa criatividade em sua plenitude, por vez que a vida é como a flor da primavera - radiante, porém curta. ... Sim, o Mundo das Artes é o devaneio da criatividade proveniente do Criador Supremo, de Deus.


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