Em recente entrevista, colocada no ar esta semana, apresentei uma das técnicas mais fascinantes da assim chamada têmpera.
E, entre as perguntas formuladas, percebi uma certa incerteza no que se refere “Têmpera”, e baseado na matéria publicada em 19/10/99, gostaria de relembrar alguns conceitos a respeito desta técnica.
Em verdade, todas as técnicas de pintura são “Têmperas” excluindo-se desta generalização a aquarela, que é considerada aparte.
Têmpera, significa “aglutinar”, ou seja: unir o pigmento a um veículo aglutinante. Na atual feitura de tintas, são basicamente três os elementos de uma tinta: o pigmento; o dispersante; e o aglutinante. Além de outros elementos secundários como secantes ou retardadores, e outros mais.
O fato é que a pintura aos moldes antigos, em que as tintas eram produzidas nas “cozinhas” do artista, tinham propriedades e qualidades diferentes das industrializadas de hoje.
Haja visto que a moagem dos pigmentos era manual, conquanto hoje são utilizados moinhos especiais( de bola ou cilindros), que masseram esta mistura , dando-lhes maior homogeneidade, e uma granulometria mais precisa.
Seja como for, geralmente as têmperas ditas “naturais” são as mais trabalhosas mas em contrapartida, menos tóxicas, na medida em que se observe os graus de toxidez dos pigmentos em estado de pó.
A Aquarela se destaca principalmente por sua transparência, e veículo aglutinante (goma arábica) o que lhe confere a principal característica da transparência, e atoxidade. A Têmpera de terra (pigmentos naturais e não a terra simplesmente peneirada) se presta para um “conviver pleno e saudável com a Natureza, além de ser atóxico e durabilidade excelente quer nas texturas como em presença da luz.
Mais informações a respeito de têmpera, basta acessar meu SITE ; http://www.bernerartes.com.br/walber e em “opinião” abrir a matéria sob o mesmo nome.
Vale a pena conferir e, sem dúvida, buscar as informações da pintura original, mesmo que esta dê, de certa forma, mais trabalho...
A Arte tem suas mazelas, mas tem também suas fascinantes vias de trabalho que nos permitem “navegar” livremente.
Fecharia este breve relato com o seguinte pensamento: Toda tentativa é válida. Prudente é informar-se antes. Evita frustrações.
Lembro ainda que estamos expondo no Espaço Cultural WIZARD, uma coletânea denominada “os 4”, onde quatro colegas amigos apresentam as mais diferentes técnicas artísticas. Vale a pena conferir. Cordial abraço.