Estamos a procurar um conceito de vida, a conjecturar ou a indicar direções para nosso “fazer”? Ou o que?
Quantas vezes nos deparamos com situações de incertezas, ou porque não dizer, diante de um “ócio” que preenche nosso dia-a-dia com tanta garra que nos sentimos frente a uma pergunta fundamental que é: “o que fazer”?
Isto mesmo, o que fazer diante de tamanha incerteza do “fazer” em nossas horas ditas “ociosas”?
Muitas sugestões, “fórmulas prontas”, revistas disto e daquilo, propostas que nos atingem a personalidade, a alma, a nossa fé (ou o nosso credo), enfim, um sem número de “ofertas” que buscam o tão esperado lazer compensador.
São sem dúvida, alguns dos recursos que reduzem este “mal moderno”, mas que visam em sua grande maioria apenas um paliativo de médio ou longo prazo, sem uma resposta fundamental para as questões em nossas mentes ou em nosso proceder na vida, e muitas vezes só enchem os bolsos alheios, quando não aumentam nossas ansiedades e depressões.
Acredito que estas linhas, estejam nesta altura suscitando uma pergunta: “qual é desta crônica? ”
Estamos a 37 crônicas escrevendo sobre o tema Arte, buscando os mais diversos enfoques, quer de informação técnica, histórica, ou simplesmente interpretativa. Isto tem me levado a pesquisas em meio a inúmeras matérias dentro do tema enfocado, o que fez com que pude ler e confirmar o conteúdo de uma Obra de Arte, não somente no sentido plástico, mas principalmente no sentido da interpretação artístico - temática que o(a) Autor(a) inseriu em sua obra, em sua composição na tela, em sua mensagem, ou na sua releitura do tema trabalhado.
Esta experiência, tem tirado das prateleiras outros livros que não de artes, como os de História, de química, a minha própria companheira diária, a Bíblia, e outros quantos. Enfim, tenho notado que o simples fato de apreciar uma única obra, me transporta a um devaneio de curiosidades imensuráveis, que me fazem crer que a Arte, além de ser uma grande aliada para o “fazer com amor” (sem estresse, obviamente), quando dela nos utilizamos para pintar nossas próprias obras, é também, com absoluta certeza, um “infinito caminho” que nos permite um verdadeiro “turismo cultural” pelo mundo, pela vida, pelo interior de seu próprio ser, e fundamentalmente uma grande diretriz para encontrar o verdadeiro sentido da nossa existência enquanto seres viventes neste mundo que é de Deus, e com certeza, “no que há de vir”, sem que para isto se precise ser um Artista. Basta que voce procure se interessar e se entregar ao “prazer de entender a Arte”, qualquer arte enfim, para fazer as mais fascinantes descobertas e principalmente, conhecer-se a si próprio interiormente. Tente e experimente...
A Arte portanto, alem de nos oferecer o belo, o sentimento revelado pelo Artista (qualquer que seja a técnica), é o veículo mais expressivo para nos colocar diante do nosso SER dispensando naquele momento o tão estressante “ter”.
Nas Artes (refiro-me a todas elas) prevalecem os sentimentos puros da alma, portanto são imensuráveis os seus recursos de comunicação e profunda revelação.
A interpretação de uma obra (artes plásticas, literatura, música), é fundamentalmente a revisão de si próprio na medida em que se tenha a preocupação primordial de se associar esta obra ao tempo, ao espaço, ao conteúdo, à essência da comunicação (seu recado), e principalmente à síntese da vida expressa em seu conteúdo, associando o tempo de sua execução, com o tempo em que voce se situa e vive.
É um real “ir e vir”, um diferencial palpável entre o “ser e o ter”, ou o “ser e o estar”.
Fica portanto o desafio, ou melhor, o convite, para um verdadeiro “devaneio” no estudo da essência da arte.