NOVOS TEMPOS
W.L. Berner / Orientador de Artes

Estamos caminhando a largos passos para o final deste que foi o milênio dos grandes feitos humanos. Novas descobertas e um acelerado desenvolvimento que chegou a quase ser descontrolado, de tão rápido com que as coisas foram se sucedendo.

Momentos de paz, e de guerras frias, duras, desumanas, e tantos outros acontecimentos positivos e negativos que fizeram nossa história, a ponto de que, se olharmos para o futuro, diríamos... "e agora, que resta fazer?" Sim, que nos resta fazer diante de uma modernização tão trabalhada e desenvolvida onde a eletrônica tem sido a alavanca de todos os meios de realização e criatividade, e do "Bug do Milênio" tão divulgado?

As artes, como pudemos constatar em outras crônicas desta coluna, têm desempenhado um papel de registrar estas etapas da vida, mas têm sido também protagonista de um desenvolvimento tecnológico bastante marcante, quer sejam nos materiais, suportes, ou mesmo nas diferentes tendências de expressão e comunicação, e dos meios modernos utilizados.

É portanto de se esperar que o novo milênio, e se não desejarmos pensar em tempo tão grande, diríamos, esperar que o próximo "século" tenha uma nova lista de metas que valorizem mais o humano, o viver sem tanto destruir e que o "simples" também encontre seu espaço na vida.

Conta S.Benicio (1999) que Picasso, o grande Mestre contemporâneo dizia que para "criar era preciso destruir", por outro ângulo, o igualmente Mestre Cezanne defendia que pelo simples se consegue a nova criatividade, novos valores de interpretação.

E agora pergunta S.Benicio: "Quem foi mais importante: Picasso que dominou plenamente a técnica e depois a destruiu ou Cezanne que nunca dominou a técnica, mas criou uma nova forma de ver?"

Neste "novo horizonte" que nos espera destruamos menos, criemos mais... mesmo que ambos os meios tenham conseguido no passado marcar suas forças e presenças, indistintamente. Por ocasião do Impressionismo, portanto lá pelo século XIX, os Artistas começaram aquilo que veríamos hoje como "a revolução do fazer, a insatisfação pelo que se fazia"... Coubert, foi um dos que naquela época mais se destacou na busca de novos horizontes. Seguem-se Mestres como Manet, Degas, e Monet. Sim, este, Monet, o Impressionista que realmente soube registrar em suas telas algo novo e revolucionário, a meu ver, como jamais se ousaria.

Os tempos mudaram. Surge o pós - impressionismo, Van Gogh, o expressionismo, e outras "trilhas" mais, até entrarmos neste que é o século XX, que agora vivemos o seu desfecho, cabendo a nós participar e assistir as horas, minutos e segundos desta virada marcante de um século / milênio, sem sabermos ao certo quais as expectativas que temos pela frente e na certeza de que as Artes haverão certamente de marcar sua presença documental deste grande momento.

Sabemos que as especulações são grandes, sabemos também que a mídia tem se empenhado ao máximo para não desperdiçar um segundo sequer desta "virada" .

É contudo bom saber que em toda a história da humanidade, estas datas foram tamanhamente conturbadas que o ser humano se esqueceu de que o Soberano Senhor, é na realidade o único que pode traçar as diretrizes de nossas vidas, de nosso futuro.

Esta é a nossa última crônica deste ano, século, milênio. É também o momento oportuno de registrar nosso agradecimento a este Jornal e sua Equipe e Dirigentes que carinhosamente nos acolheram e toleraram. Da mesma forma, agradecer a todos(as) que tiveram a paciência e o respeito em ler nossa opinião, muitas vezes divergentes daquilo que outras pessoas têm em mente, mas que em sua simplicidade, procurei passar um pouco do que pude pesquisar nas Artes, e trazer neste espaço.

A todos amigos e a todas amigas, e caros colegas, resta-me um singelo agradecimento e acima de tudo, a esperança de que em seus corações brote ou cresça aquela Luz que é Soberana em tudo que diz respeito a "passado, presente e futuro", e que no futuro prevaleça a Paz e o Amor.

Fraterno e cordial abraço e "aquelas saudações artísticas"
Walter


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