Se observarmos nosso cérebro, visto de cima, parece uma noz. Duas partes semelhantes que estão ligadas entre si pelo centro e que controlam, diametralmente opostas, as funções mecânicas e de lógica, e as funções intuitivas. Assim, segundo estudos científicos o lado (hemisfério) esquerdo do cérebro controla os movimentos do lado direito do corpo e todas as funções e aptidões ligadas a linguagem, a razão, e a lógica. Conquanto o lado (hemisfério) direito do cérebro controla os movimentos do lado esquerdo do corpo e as funções sensitivas, emocionais e criativas.
Em breves palavras, procura-se entender as funções cerebrais, que comprovadamente, controlam toda nossa capacidade motora e sensitiva. No século passado, entendiam os médicos que a grande maioria de nossa capacidade geral, vinha do hemisfério esquerdo, e que, o hemisfério direito era de pouca utilidade. Após exaustivas análises, e principalmente observando-se as reações de acidentados no cérebro, pode constatar-se estas diversidades potenciais e que as funções eram (e o são) evidentemente fortes e plenamente aproveitadas pelo indivíduo, desde que assim o queira.
Constata-se portanto que "o hemisfério esquerdo é verbal e analítico, enquanto o hemisfério direito é não-verbal e global (pleno)" Isto equivale dizer que temos ao nosso dispor todo e pleno poder para assimilar e processar as informações analíticas e da razão, da mesma forma e na mesma intensidade que nossos sentimentos, criatividade e emoções. Basta que nosso "ser" assim o deseje e principalmente o pratique em sua "máxima".
A força de nossa mente, a capacidade de concentração individual é sem dúvida, o cerne de toda criatividade e principalmente o maior potencial de vida e de arte (arte de ver, ouvir, transmitir, falar, cantar, escrever, pintar, interpretar), a grande arte de amar...(Comentário sintético de W.L.Berner-1997).
Esta descrição que inseri numa pequena apostila para uso de meus (minhas) colegas da nossa oficina de artes, propõe uma reflexão mais profunda de nosso ser e pensar, principalmente se o vemos como eminente potencial para as artes.
Assim, a "criatividade infantil", a maneira expontânea da criança se manifestar e de criar suas fantasias e suas estórias, devem ser alimentadas por aqueles(as) que estão responsáveis pela sua educação, alimentando e exercitando constantemente o uso do hemisfério direito.
Isto significa que uma criança, um jovem que está acostumado a ser criativo, é apto à prática artística (qualquer que seja esta arte: plástica, música, teatro...) Constam dos arquivos científicos, que o ser humano somente aproveita 5% de sua disponibilidade cerebral... Assim sendo, quanto nos é fértil e "livre" o nosso "arquivo intelectual", e como podemos, independente da idade, fazer uso desta disponibilidade mental, estimulando estas funções através de exercícios.