Em 29 de agosto de 1749, nascia em Frankfurt (am Mein / Alemanha), o grande intelectual, artista e cientista Johan Wolfgang von Goethe.
Sim, este que é considerado o intelectual e "reformador" da Literatura germânica, poeta até hoje estudado e admirado naquele País, e também além das fronteiras, foi entre outros, artista de importância mundial.
É pouco conhecido em suas qualidades artísticas, mas, como disse em crônica anterior, este Mestre é autor da polêmica "Teoria das Cores de Goethe" um tratado científico da ótica das cores, afirmando, contrariamente a Newton, que o espectro cromático compõe-se de apenas seis cores.
Seu pai era um Cidadão rico, e pertencente à Câmara da Cidade, sua mãe, uma alegre filha do Prefeito local.
Goethe escreveu um pequeno Poema sobre seus pais, que procuro traduzir o mais literalmente possível. Diz o Poeta:
Do Pai tenho a estatura; e a vida conduzir com seriedade;
Da mãezinha, a alegria de viver e de fabular a vontade;
A paternidade foi a bela firmeza; que me leva ao porvir;
amor materno, jóia e ouro, que nos faz os membros retrair.
Não houvessem os tais elementos, o que seria no todo o mais importante
dizer-se Original?
Goethe não tinha irmãos, apenas uma irmã mais jovem, Kornelia.
Os contos vinham em grande parte da mãe e da avó, mas era nas praças públicas que comprava contos e deles extraia suas inspiradas fábulas, lendas, histórias, e poemas, como por exemplo a história de Dr. Fausto.
Mais tarde muitos destes contos foram rescritos por Goethe em forma de dramas ou baladas.
Teve um pai muito severo e conservador, que lhe serviu como professor particular. Aos 16 anos foi enviado para Leipzig, para ingressar na Universidade, onde estudou Direito, mesmo não tendo especial interesse nesta área. Preferia faltar às aulas e estudar desenho e pintura, onde mais se interessou em Obras de arquitetura.
Três anos mais tarde adoece e é obrigado a voltar para sua cidade materna, Frankfurt. Até 1770 esteve convalescendo de seu mal. Daí é enviado para Salzburg para estudar. Foi aí que se despertou para a vida, tendo sido influenciado pelo Mosteiro de Strasburgo, pelo Poeta Herder e Friederike Brion.
O Mosteiro o influenciou mais pela construção que ele denominou de Gótica; a construção germânica.
Com Herder aprendeu a arte popular, seus cantos e hinos, seus poemas e versos, mas também Shakespeare.
Herder transformou-se em seu amigo pessoal. Mas foi Friederike Bron, a filha do Pároco, quem lhe conquistou o coração, para quem Goethe escreveu lindos poemas e versos populares.
Interessante no entanto é ver que um mestre com tamanha sabedoria, traz para a humanidade o belo e importante tratado das cores que leva seu nome (justamente) e que baseado neste tratado, na nossa década dos anos 60 se consegue finalmente dar a coloração ideal na televisão.
É também graças a este tratado que se tem a consolidação da "cor inexistente" e da complexa combinação cromática destacada na "lei de Chevreul (1786)" desenvolvida por este cientista (Chevreul) e o Artista francês Delacroix.
Sim, uma verdadeira legião de estudiosos da arte e da cor, que juntos ou em épocas distintas, consolidaram (ou estão consolidando ainda) a complexa, mas belíssima, "Teoria universal da cor"
Goethe completa este ano 250 anos de seu nascimento, deixando para nós exemplos de vida, de poesia e de conceitos da cor, resta nos apreciar esta herança da humanidade
Em 1832, despede-se deste mundo, com frases como esta que ousamos traduzir:
"Longevidade significa sobreviver a muitos que amamos, odiamos ou que nos são indiferentes (desconhecidos)..."
Em outras palavras, a vida deste Mestre é uma herança que chega até nós com toda a poesia que lhe é peculiar.
Cabe-nos apreciar com olhos e ouvidos bem ajustados toda a vida e obra deste que é Johan Goethe.
Até breve.