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Mensagens e Pensamentos Vara Curta
A parábola portanto, mesmo tendo um sentido definido pelo seu autor, pode ser entendida ou (re-) interpretada pelo ouvinte por diferentes maneiras. Disse o pensador: "o que importa não é o que eu falo, mas o que a platéia está ouvindo (entendendo)". O mesmo efeito tem a expressão : "onde basta apenas sentir, não se precisa falar". Estes dois pensamentos se encaixam na conhecida parábola do semeador (Lc 8,4-8; Mt 13.1-9), que encerra bem a questão das diferentes formas de doutrinação, da catequese em si. Por um lado, quem está na posição de ensinar a doutrina, pode "falar o que quer"... cuide-se de sua "platéia". De outro lado, o interlocutor pode seguir uma única doutrinação... cuide-se de sua "platéia". Observar portanto a comunidade, seu contexto de vida, sua situação e localidade é como encontrar "um dos três campos da semeadura". Qual o campo que a Igreja deseja encontrar? A "fera"está solta, (sempre esteve), se juntarmos a este pensamento a advertência de Cristo sobre o "fermento dos fariseus" vamos ver que hoje estamos mais próximos dos interesses humanos do que os desígnios divinos. Lamentavelmente, o ser humano ainda é (ou sempre foi) "antropocêntrico", tendo sempre em mente seus direitos em primeiro lugar. Aí podemos encaixar também a ânsia de "ser o único dono da verdade".
A semeadura que Deus propõe é para o campo o fértil. É para aquele que entende Cristo não só como o "bode expiatório" (entendam esta expressão popular = aquele sobre o qual se põe toda a culpa de um povo e em seguida expulsa-o para o deserto...), mas como o verdadeiro Cordeiro Pascal que por nós morreu na Cruz, para a remissão dos pecados incondicionalmente ( Ele não escolheu...Ele confiou em Deus). Aquele Único que nos redime (purifica e perdoa) na Eucaristia.
"Cutucar com vara curta" (a onça ou quem quer que seja), é em síntese recolher as sementes que caíram em solo perigoso ou infértil, e semeá-las em solo fértil. Se nas "entrelinhas" podemos entender estas palavras, concluímos que a competição na "Olimpíada do Senhor" não se dá em destruir o adversário (isto é guerra), mas ajudá-lo a "vestir a camisa olímpica" e competir em igualdade de direitos e deveres, nas quadras (searas) boas. Isto é: trabalhar na mesma seara para que possamos juntos crescer no Reino de Deus e com Sua imensa e Graciosa vontade. (seria uma retomada catequética da Doutrina de Deus em Jesus...)
Muitas Igrejas estão "guerreando umas contra as outras", aliciando e (jogando fermento fariseu...) doutrinando à seu bel prazer, esquecendo-se da única e pura doutrina de Deus, que Seu Filho ( O próprio Verbo que se fez Carne), trouxe para nós ontem, hoje e sempre: A lei maior, "O Amor".
"Cutucar com vara curta" pode e deve ser entendido como "um (re-) despertar" para a realidade e para os fundamentos da verdadeira e única Palavra. A Verdadeira Revelação de Deus através da História. Sim, Deus sempre se revelou e continua Se revelando ao Ser Humano, através da História . Isto significa dizer, com muita propriedade, que a Palavra é e deve ser adequada e ajustada ao meio ambiente ( ao campo fértil) em que vive cada cidadão hoje, em sua peculiar realidade. Não é preciso portanto radicalismos, fundamentalismos, tradicionalismos ( entenda-se a tradição preconceituosa), e muito menos "modernismos enlatados e apelativos" que são fundamentalistas apelativos.
Pentecostalistas, históricas, apocalípticas, ortodoxas, apostólicas, ou lá a linha Bíblica que queiram as Igrejas estabelecer, não é a questão neste momento. O que preocupa, é essencialmente o que cada uma destas Igrejas tem levado a seus seguidores, e principalmente, como estas pessoas ( a comunidade) estão ouvindo (captando) estas mensagens: A Luz da Fé pura e imaculada, ou enxertada de miraculosidades apelativas e aliciadoras? Qual a onça que vamos cutucar?
Ser hoje uma Igreja Cristocêntrica é tão mais simples e Divino, para que complicar?
Fraterno abraço | |
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